sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Poço


As nossas fotos, já não existem mais. A minha presença ao seu lado, se tornou uma lacuna.
Este espaço, virou um buraco negro. Quando tento encontrar algo lá, minha visão se perde, não acho onde foi que cai. Só consigo enxergar o escuro e sentir a brisa gelada me envolvendo.
Eu caí.
E sua mão não estava mais lá, para me segurar...
Enquanto caio, sinto o ar gélido, da sua indiferença. Quando irei encontrar este chão? 
A queda não tem fim. Só sinto o bafo gelado e estou descendo, descendo, descendo.
Quando irei encontrar meu chão? Quando você me dará sua mão?
Memórias me atormentam. 
Seu sorriso, enquanto segurava forte minha mão; seu olhar de orgulho enquanto pronunciava o meu nome; o som de nossas risadas se mesclando, em um dia quente ensolarado.
Quando foi que caí? Quando foi que nos perdemos?
Somente peço, não me deixe chegar ao fundo. Me resgate deste poço. Ouça minhas súplicas. 
Segure a minha mão.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Angústia

Olha para mim, e tem piedade de mim, porque estou solitário e aflito.

As ânsias do meu coração se têm multiplicado; tira-me dos meus apertos.

Olha para a minha aflição e para a minha dor, e perdoa todos os meus pecados.

Olha para os meus inimigos, pois se vão multiplicando e me odeiam com ódio cruel.

Guarda a minha alma, e livra-me; não me deixes confundido, porquanto confio em ti.

Guardem-me a sinceridade e a retidão, porquanto espero em ti.”

Salmos 25:16-21